TECNOLOGIA |
PRINCIPIO DA TROMBOELASTOGRAFIA
Tromboelastometria (ROTEM) utilizada nos sistemas ROTEM® é baseada na Tromboelastografia rotacional (Calatzis et al, 1996) a qual é relacionada, mas em alguns aspectos diferentes da Tromboelastografia clássica.
Na Tromboelastofrafia clássica (Hartert 1948) uma amostra de sangue é colocada dentro de uma cuveta (“copo”) o qual gira suavemente para trás e para frente, com ciclo de 6/min. A superfície não fisiológica do copo (+/- adicionada “íons cálcio) ativa a cascata de coagulação.
Um sensor (pino), conectado com um anel de torção, é inserido dentro da amostra. A formação do coágulo gera uma conexão física entre a superfície interna do copo e a superfície do sensor. A mudança da elasticidade é detectada com uma tecnologia apropriada, hoje um computador.
Os resultados obtidos pela Tromboelastografia clássica são dependentes da atividade do sistema de coagulação plasmática, função plaquetária, fibrinólise e muitos fatores os quais influenciam estas interações, incluindo várias drogas.
Uma limitação prática de muitos instrumentos, contudo, é o requerimento de um nivelamento exato e a suscetibilidade a choques mecânicos ou vibrações.
TROMBOELASTOMETRIA ROTACIONAL (TEM)
Muitas limitações da Tromboelastografia clássica são superadas pela inovativa Tromboelastometria rotacional (ROTEM®). As informações obtidas com os sistemas ROTEM® correlacionam bem com a Tromboelastografia clássica (Calatzis et al, 1996).
Nos sistemas ROTEM®, o pino (sensor) é fixado na ponta de uma haste girante a qual é guiada por um sistema de rolamentos de alta precisão.
A haste gira para frente e para trás (+/- 4.75º, ciclo 10/min). Isto esta conectado a um fio para a medição da elasticidade. A posição exata do eixo é detectada pela reflexão da luz por um pequeno espelho, o qual está agregado a haste. A perda da elasticidade sobre a coagulação da amostra leva a uma mudança na rotação da haste – Isto é detectado por um aparato CCD e a informação gerada é analisada por um computador.
Este método de detecção ótico-mecânico, propicia uma excelente proteção contra o impacto de vibrações e choques mecânicos. O transporte e a instalação do instrumento se tornou muito simples, devido a estas características dos sistemas ROTEM®.
Ensaios de componentes isolados, não fornecem necessariamente uma informação da hemostasia no total (como um todo). Os sistemas ROTEM® propiciam uma visão geral da interação do sistema global, e com a análise pelo ROTEM® uma visão geral de determinados caminhos da coagulação.
Os fatores mais importantes são:
Os resultados da análise pelo ROTEM® são informações numéricas e curvas de reação típicas.
Enquanto os ensaios de coagulação em geral detectam quando o sangue coagula, a tromboelastometria (TEM) informa como o sangue coagula e se o coágulo é estabilizado e permanece estável.
A análise pelos sistemas ROTEM® e os seus parâmetros mais importantes (parâmetros adicionais podem ser calculados assim como os derivativos da curva):
PARÂMETROS DA ANÁLISE PELOS SISTEMAS ROTEM®
| Eventos biológicos | Parâmetro | Definição |
| Coagulação | Tempo de coagulação/TC (REC) | Tempo de início da medição até o início da formação do coágulo |
| Dinâmica da formação do coágulo | Tempo de formação do coágulo/CFT (REC) | Tempo do início de formação do coágulo até o atingir de uma amplitude de 20mm |
| Firmeza máxima do coágulo | Firmeza máxima do coágulo/MCF (MM) | Estabilidade do coágulo |
| Fibrinólise | Lise máxima/ML (% do MCF) | Redução da firmeza do coágulo durante a medição |
O conhecimento da natureza exata de uma desordem da coagulação, é importante para a decisão a favor ou contra uma terapia específica, especialmente durante problemas de sangramento agudo.
Tromboelastometria (TEM) como um ensaio global para o sistema hemostático inteiro, pode sinalizar que algo está anormal, mas não necessariamente, naquele caminho(s) da coagulação.
Análise pelo ROTEM® amplia o poder diagnóstico comprovado do TEM, localizando as desordens respectivas, por uma combinação de testes um pouco diferentes.
Este é o primeiro passo para uma terapia específica. Isto pode minimizar o uso inadequado ou desnecessário de sangue ou hemoderivados.
A análise pelo ROTEM® auxilia a diferença entre sangramento cirúrgico, de desordens hemostáticas. Quando nenhuma anormalidade mais grave é esperada, um teste de triagem simples poderia ser usado preferencialmente. Alternativamente, especialmente nos casos de sangramento agudo, ensaios com reagentes de sistema ROTEM®, para os atalhos individuais, propicia uma diferenciação rápida entre:
Em contraste a Tromboelastografia clássica, outros métodos em sangue total ou ensaios de coagulação, a análise pelos sistemas ROTEM® propicia os seguintes benefícios:
| Característica | Beneficio |
| Princípio de medição superior | Ampla informação sobre todos os estágios da estabilização do coágulo e estabilidade do coágulo, otimizando a terapia e minimizando as perdas de sangue. |
| Caracterização de desordem da coagulação | Localiza a origem das desordens da coagulação complexa. Terapia orientada ao invés da tentativa e erro. |
| Velocidade | Rápida disponibilidade dos resultados, diretamente do sangue total. |
| Redução de custos | A terapêutica específica baseada em evidências ao invés do uso da profilaxia, encurta o tempo de hospitalização. |
| Precisão | Resultados reproduzíveis mesmo com determinações isoladas. |
| Compacto e robustez mecânica | Facilmente transportado, instalado e operacionalizado no laboratório ou como “point of care” (beira do leito). |
| 4 canais | Diagnóstico diferencial ou análise simultânea de 4 amostras |
| Facilidade de uso | Software intuitivo e pipeta eletrônica simplificam a operação. |
| Comunicação | Manipulação de dados versátil pela transmissão de dados para o LIS ou outro SW padrão. |
Ensaios nos sistemas ROTEM® correlacionam bem com sistemas de Tromboelastografia clássica.
Correlação do ROTEM® e o Tromboelastógrafo D Hellige (Avaliado usando 300 amostras de sangue e plasma, calatzis et al, 1995).